Revista Mandala

A sinastria e as (des) harmonias nos relacionamentos

A pergunta mais frequente em uma consulta astrológica diz respeito aos relacionamentos interpessoais. O fato é que somos todos seres sociais e precisamos nos relacionar uns com os outros em algum nível, mas você já se perguntou por que é que com algumas pessoas o relacionamento flui tão facilmente e com outras é tão difícil? A astrologia explica este fenômeno através de uma ferramenta chamada Sinastria.

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A pergunta mais frequente em uma consulta astrológica diz respeito aos relacionamentos interpessoais. O fato é que somos todos seres sociais e precisamos nos relacionar uns com os outros em algum nível, mas você já se perguntou por que é que com algumas pessoas o relacionamento flui tão facilmente e com outras é tão difícil? A astrologia explica este fenômeno através de uma ferramenta chamada Sinastria.

Sinastria é uma técnica interpretativa que nos permite fazer uma comparação entre duas cartas natais a fim de observar em que pontos dois indivíduos combinam ou divergem. Esta técnica pode ser usada para se analisar relacionamentos românticos, entre pais e filhos, sócios, amigos e até mesmo entre uma empresa e uma pessoa. A análise nos permite compreender como se dá a comunicação, a atração, a afetividade e o entendimento entre dois seres, o que é bastante útil quando estamos interessados em melhorar a qualidade de nossas relações.

É claro que antes de olhar a sinastria de duas pessoas é preciso olhar seus mapas individuais, pois é no mapa individual que podemos ver quais são as expectativas que um sujeito tem em relação ao outro e aos relacionamentos em geral. Algumas pessoas, conscientemente ou não, buscam relacionamentos tempestuosos e desafiadores, neste caso, se a sinastria mostrar uma quase completa afinidade com o outro, pode não ser interessante ou desejável. Enfim, cada caso é um caso e interpretar uma sinastria não é algo muito simples, mas a partir de algumas considerações gerais poderemos ter uma idéia de como a coisa funciona.

Basicamente, é preciso colocar os planetas dos dois indivíduos na mesma mandala astrológica, então poderemos ver os aspectos que os planetas de um fazem com os planetas do outro, o que chamamos de interaspectos.

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Conjunção

Em se tratando de sinastrias, a conjunção é o aspecto mais poderoso, ocorre quando os dois consulentes têm planetas no mesmo signo. Nos trígonos, os planetas já não estão no mesmo signo, mas ainda se encontram em signos do mesmo elemento, o que indica que ambos estão trabalhando em harmonia. Já o sextil é um pouco mais desafiador, pois é um aspecto que envolve signos de elementos diferentes, mas que ainda guardam algumas características semelhantes. Quadraturas e oposições apontam desafios e conflitos, e é nestes aspectos que podemos ver onde acontecem as dificuldades do casal, mas é também por conta destes aspectos que ocorrem os estímulos, necessários para que a relação não caia na monotonia e que esta atue como catalisadora do progresso de ambos. Você já deve ter notado que algumas pessoas têm maior capacidade do que outras de fazer “enxergar” uma determinada situação, não é?

De modo geral, quando duas pessoas têm predominância do mesmo elemento em seus mapas, a relação tende a ficar mais tranquila. Uma virginiana entende porque o marido capricorniano precisa ficar até mais tarde no escritório, pois ambos compartilham um forte senso de obrigação e eficiência do tipo “primeiro a obrigação e depois a diversão”, o que não seria possível se a esposa em questão fosse uma leonina que já estivesse toda arrumada e pronta para jantar fora. Uma dupla de aquarianos pode ter larga tolerância com ausências e distanciamentos, o que não é muito comum quando se trata de típicos taurinos ou cancerianos.

Toma lá, dá cá

Mas nesse ponto você pode estar se perguntando: e se o meu parceiro for de um signo de elemento diferente do meu? Não vai dar certo? Nada disso, como você já deve ter compreendido, não estamos falando apenas do posicionamento do Sol no mapa pessoal, mas de todos os planetas.

Se a minha Vênus se encontra na mesma posição que o seu Sol eu vou gostar de você, se ela estiver na mesma posição que o seu Marte eu vou gostar do jeito que você age. A conjunção funciona como uma soma de energias, quando uma coisa ajuda a outra, compreende? O fato de eu gostar de você lhe encoraja a ser você mesmo, da mesma forma você pode ser uma pessoa que me proporcione experiências prazerosas. É o chamado “toma lá, dá cá”.

Quando o Mercúrio – planeta associado às ideias e à comunicação de uma pessoa – faz oposição ao de outra certamente teremos olhares diametralmente opostos sobre a realidade, o que pode ser difícil de conciliar, mas que também pode ser enriquecedor para ambos, se olharmos a visão do outro como uma complementar da nossa. Não é impressionante como a mesma frase dita por uma pessoa pode soar como uma grande verdade, e dita por outra pode ser imensamente irritante?

Quando conhecemos uma pessoa cujo posicionamento da Lua se encontra na Casa I do nosso Mapa Astrológico, sentimos uma imediata familiaridade com ela, confiamos nela de forma instintiva, da mesma maneira, quem traz a Lua em um posicionamento que caia na sua sexta Casa, certamente terá o impulso de cuidar da sua saúde, o que seria desejável se esta pessoa fosse sua enfermeira ou fisioterapeuta.

A realidade não é absoluta e nós também não o somos, ninguém age da mesma forma com todo mundo, e a recíproca é verdadeira. Nenhum advogado é invencível em todas as causas, mas se ele colocar o seu Sol na sua Casa IX, ele pode ser a pessoa certa para resolver os seus problemas jurídicos.

Diferentes realidades

Eu não estou sugerindo que você saia por aí conferindo os mapas de seus colaboradores, não se trata disso. O que eu gostaria de dizer é que existem meios de se compreender coisas que parecem não ter explicação, e ao compreendê-las talvez seja possível lidar melhor com elas, afinal de contas, o conhecimento pode ser libertador.

Você pode escolher olhar para a sua realidade como se ela fosse sólida e estável, pode plantar árvores que irão crescer junto com seus netos no mesmo lugar em que você nasceu. Está tudo certo com isso. Mas você também pode escolher enxergar que nós estamos constantemente mudando de lugar, embarcados em uma nave chamada Planeta Terra, que gira a uma velocidade impensável pelo Universo, sem a menor ideia quanto à direção, e sem saber se neste momento você está de pé ou de cabeça para baixo. Qual destas duas cenas é a verdadeira?

Hoje em dia são incontáveis as queixas que podemos ouvir por aí no que diz respeito aos relacionamentos, mas se formos realmente honestos veremos que temos sido descuidados com as pessoas, com o meio ambiente, com os nossos próprios corpos, vivemos a era do desleixo. Estamos saqueando o planeta como se estivéssemos em guerra e prestes a voltar pra casa, e esquecemos que já estamos em casa. Agimos desta forma com nossos parceiros, então mudamos de parceiro, mas não mudamos a dinâmica das relações. Envenenamos nossos corpos, estamos ficando doentes e queremos que estes corpos continuem nos proporcionando prazer. É uma completa incoerência!

Não nos falta amor, o que nos falta é reflexão. Se quisermos nos relacionar melhor com as pessoas, com nós mesmos e com o meio ambiente precisamos recuperar o hábito de pensar sobre as coisas.

Colaborador

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