Revista Mandala

As pinturas de Alex Grey e o impacto inter-religioso da arte transcendental

A obra desse ilustrador estadunidense mescla conceitos místicos, religiosos e filosóficos num poderoso arsenal anatômico.

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Muitas vertentes esotéricas respondem facilmente a perguntas como “quem sou eu?“, “de onde eu vim?” e “para onde eu vou?”. A filosofia, por outro lado, não se compromete com esse tipo de esclarecimento pois baseia-se na razão do pensamento, na raiz da racionalidade.

Onde esses conceitos se localizam, portanto, no mundo físico?

Isso varia, é claro, assim como as várias crenças religiosas do mundo inteiro. O corpo e a mente, o corpo e a alma, a alma e a mente… A perspectiva sobre essas questões é muito pessoal e costuma estar carregada de alguma ideia prévia. Nas fantásticas obras de Alex Grey, por exemplo, fica evidente quais são suas referências mais fortes.

Alex_Grey_Healing1

O mais importante sobre seu trabalho, porém, é a forma como ele consegue mesclar tantos conceitos místicos com percepções existenciais que nascem do questionamento filosófico, do reconhecimento psíquico como espécie humana. Por isso, a anatomia de seus personagens é tão presente e marcada: é essencial para expressar o que parece ser sua visão de interconexão entre material e espiritual.

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Algumas imagens são mais densas, impactantes. Outras, pedem uma relaxante contemplação. Alex Grey, que recuperava insetos e animais mortos na infância para “investigar sobre a morte”, fundou a Chapel of Sacred Mirrors, em Nova York, um santuário de arte transcendental inter-religioso.

Confira sua obra:

 

Edmar Borges

Um latino-americano sem dinheiro no banco nem parentes importantes, graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto e vindo do interior de Minas Gerais. Você também me encontra no Obvious Lounge e no Medium Brasil.

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