Revista Mandala
Foto: Ayny/Divulgação

Atenção: estamos em desconstrução!

E se você pudesse voltar atrás? Ser criança novamente, ter sonhos, confiar e acreditar na magia da vida? Mergulhar nas profundidades de si para se encontrar? Colocar essa desconstrução em prática é a proposta da Ayni, uma Cidade Escola dedicada à reconexão de adultos com suas almas, com suas alegrias de criança, com seu propósito de vida.

Compartilhar

E se você pudesse voltar atrás? Ser criança novamente, ter sonhos, confiar e acreditar na magia da vida? Mergulhar nas profundidades de si para se encontrar? Colocar essa desconstrução em prática é a proposta da Ayni, uma Cidade Escola dedicada à reconexão de adultos com suas almas, com suas alegrias de criança, com seu propósito de vida.

Idealizado pelo gaúcho Thiago Berto, o projeto Ayni surgiu há quatro anos, após uma longa viagem por 75 países, em que a maior jornada era conectar-se com a sua verdade, conhecer seu ser superior.

Durante esse período, Thiago colocou em sua rota as mais diversas escolas e propostas promissoras espalhadas pelo mundo. Nesse contato profundo consigo, mais uma descoberta foi feita: quando se tem um propósito verdadeiro e honrado, todo o universo conspira a favor.

Projeto da Escola Ayni em Guaporé, no Rio Grande do Sul
Projeto da Cidade Escola Ayni em Guaporé, no Rio Grande do Sul

Mas, e como seria colocar isso tudo em prática? Inspirado pela história de um jovem que conheceu em sua viagem e que recebeu de um fazendeiro americano um espaço para concretizar seus planos, Thiago tomou coragem, confiou na energia de seu projeto e procurou pelo prefeito de Guaporé para contar sua ideia.

“Eu desenhei o projeto da Ayni em uma folha de papel, enquanto conversava com ele. Quando terminei foi muito mágico, pois foi a partir dessa conversa que iniciamos o processo legal de direito de uso de um bosque da cidade, com uma área de 45 mil m². Esse projeto passou pela aprovação na Câmara dos Vereadores e por outras Secretarias envolvidas, para que tudo fosse viabilizado e para que obtivéssemos essa cessão de uso pelo período de 20 anos, e foi assim então que a Ayni pôde nascer”, relembra.

Foto: Ayni/Divulgação
Foto: Ayni/Divulgação

Mas, e o que seria a Ayni? Como seria uma escola destinada ao ser humano já adulto? Que passou pelo sistema de educação tradicional, com provas e anos de estudo? “A mágica de toda a proposta está em adquirir sabedoria dos nossos pequenos mestres e gurus”, responde Thiago, se referindo carinhosamente às crianças.

“Independente de crença ou de dogma, é perceptível que os pequenos – mais recém-chegados em nosso planeta – estão totalmente conectados com o que quer que seja, independente de nomes. E, por isso, eles têm muito a nos mostrar com sua alma pura”, explica.

A Ayni é para que o adulto possa se curar. Possa encontrar em si mesmo a cura para todas as suas mazelas. “Não é um espaço meu, não é um espaço físico. É um movimento, um sentir. É uma conexão com algo que sempre esteve dentro de nós e que em algum momento da vida, ficou de canto”, detalha.

Foto: Ayni/Divulgação

Como a mágica acontece

Thiago Berto tem uma energia alto astral e atende com clareza e muita calma todos os questionamentos sobre a Ayni. Um exemplo disso foi na realização da ‘Jornada da Alma’, vivência realizada em novembro deste ano em São Paulo, na qual ele cativou sorrisos de desconhecidos logo nos primeiros momentos de contato, realizando uma dança em círculos, para que todos se olhassem nos olhos e se abrissem para sentir a Ayni.

Ele define que a Ayni é como um quadro que está sendo pintado por ele e por todos que de algum modo se conectam à ela: seja quem for até Guaporé, seja quem comprar algum produto cuja renda é revertida para o projeto ou também o valor arrecadado com os eventos que ele realiza – todo revertido para a construção do projeto.

Thiago na "Jornada da Alma", em São Paulo/SP (Foto: Gabriela Buitron)
Thiago Berto na “Jornada da Alma”, no mês de novembro, em São Paulo/SP (Fotos: Gabriela Buitron)

foto-07-jornada-da-alma-em-sp_credito-gabi-buitron

“Somos um bebê ainda. Temos quatro anos de idealização e um ano e meio de existência. É como um livro que estamos escrevendo e não temos qualquer vontade de chegar ao fim. Queremos degustar. Não temos objetivo final. Nosso papel é inspirar o entorno, a educação, a sustentabilidade e a economia”, define.

Para as crianças, os gurus da Ayni, o papel é simples: absorver amor e informações de lá e levar para as suas escolas, para seus amigos, para seus familiares. Sim, porque mesmo a Ayni sendo uma escola, a proposta não é que as crianças saiam de suas escolas. Aliás, um dos requisitos para estar na Ayni é justamente estar matriculado em uma escola ‘padrão’. Thiago celebra:

Seja escola pública ou privada, mais conservadora ou mais livre, a criança pegará informações, carinho e amor na Ayni e levará para a sua escola. De grão em grão, ela inspirará seus colegas, seus professores, seus diretores e a mágica está feita

O projeto da cidade escola inclui diversos espaços como ateliês, biblioteca, Casa de Artes e Ciência, cozinha, teatro, circo e outros. Os formatos das obras são de bioconstrução e seguem modelos inspirados da Mongólia ao Peru. Cada área da Ayni foi viabilizada de uma forma, pensada exclusivamente e seguindo algum modelo de países que trabalham com construções ecológicas.

Foto: Ayni/Divulgação

Um espaço para todos

Thiago tem também uma outra proposta para colocar em prática na Ayni: um hotel e um restaurante onde todos os funcionários são Down. Esse projeto é inspirado em um modelo que existe em Piemonte, na Itália, e para que ele aconteça, Thiago busca investidores sociais. “Se a Ayni se fortificar como economia social, terá recursos para que a economia não seja proveniente da educação, para que a educação seja oferecida gratuitamente. E iremos possibilitar que uma pessoa com Down possa receber um hóspede como na sua casa. E isso não é inclusão e sim para pensarmos no porque inicialmente os excluímos. Acredito muito no fluxo e quero inspirar a sociedade para que consigamos a verba necessária para viabilizar o nosso projeto”, diz.

Foto: Ayni/Divulgação
Foto: Ayni/Divulgação

Serenidade para fazer acontecer

Thiago é entusiasmado e emana uma energia suave e carinhosa quando conta suas ideias. Para ele, a Ayni não é seu sonho. Seu sonho é se curar todos os dias, ser um ser humano melhor e retornar para a sua casa – que mesmo sem saber exatamente em que dimensão é, ele tem certeza que retornará “com a missão cumprida e as mãos sujas de terra”, brinca.

Para ele, todos conseguem se reconectar com sua criança interior, com seu Eu superior. Basta querer e olhar para si. “Nosso foco são os adultos, para que possam se reconectar e retornar à genialidade. E as crianças, que fique claro: não iremos formar crianças, mas sim não deixar que elas tomem o mesmo rumo que a gente. Eles são os nosso guerreiros de luz!”, define Thiago.

Fotos: Ayni/Divulgação

foto-ayni-04_credito-ayni_divulgacao

Vale lembrar que a Ayni é apartidária, apolítica e não tem religião. A religião é o amor, é tudo, é o caminho. Thiago explica que a prática de todos ali é levantar de manhã cedo e fazer a Ayni acontecer. “E a Ayni não é o que acontece dentro dos muros. É, sim, tudo aquilo que podemos fazer fora de lá! Vamos nos curar e viver! Para que não passemos 70, 80, 100 anos distantes do que nos conecta com nós mesmos!”, reforça.

E para você, que sentiu a energia da Ayni, venha conhecer esse espaço acolhedor e muito bem planejado com a missão de formar seres humanos melhores. Uma escola para pessoas de 2 a 100 anos, que queiram renascer.

Para saber mais, acesse www.fundacaoayni.org e www.facebook.com/cidadeescolaayni.

Foto: Ayni/Divulgação
Foto: Ayni/Divulgação

 

Gabriela Buitron

comentário

Assine nossa news!

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.