Revista Mandala

Felicidade e livre arbítrio

O quanto a nossa felicidade depende da genética e das nossas ações?

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Você já experimentou a Felicidade? Você sabe lidar bem com os desafios que aparecem em sua vida? Ou acredita que muitos desconfortos e infelicidades que lhe acontecem são porque vieram de sua herança genética e não tem o que fazer, é assim e pronto?

Esta reflexão é bem importante para iniciar o que vamos compartilhar aqui.

Você sabia que descobertas recentes da neurociência vêm desfazer velhos paradigmas nos apontando um novo alvorecer?

É o momento especial da ciência que nos pergunta: quem determina o seu bem-estar?

– A genética?

– Condições de idade, estado civil, moradia, sexo, dinheiro…?

– Suas escolhas? Atividade pessoais, estudos, viagens, exercícios corporais, etc ?

Aqui estamos diante de no mínimo dois paradigmas:

  1. O antigo que determinava que éramos vítimas da herança genética.
  2. E o caminho de “Assumir a responsabilidade por si mesmo”.

E para elucidar esta pesquisa, mostrarei a fórmula que os pesquisadores e neurocientistas Sonja Lyubomirsky, Ken Sheldon e David Schkade descobriram por meio de anos e anos de estudos, trazendo-nos uma nova postura, uma nova atitude perante a vida:

A fórmula da felicidade

Conforme observamos nesta fórmula, apenas 50% é a influência da genética em nossa forma de viver e buscar a felicidade. Somente 10% são as condições de idade, sexo, estado civil.

Ouço no consultório e nas salas de aula muitos ainda se lamentando: “Sinto isto porque é da idade. Sou velho, tenho 45… 50…65 anos. Não há o que fazer. Daqui para frente só ladeira abaixo.”

Mas, nessa pesquisa, o que nos mostram é o contrário. Para eu me conectar e viver a felicidade, 40% está no meu total domínio, que são as atividades que escolho fazer como: estudos, cursos, esportes, relações, viagens etc.

40% é bem significativo, não é? E este número pode aumentar. Você verá.

Quer dizer que se estou infeliz ou feliz depende essencialmente do que estou fazendo de minha vida neste momento?

E se a genética é 50%, ainda temos as últimas descobertas que nos trazem a Epigenética, de Moshe Szyf, biólogo molecular e geneticista e Michael Meaney, neurobiólogo. 

A epigenética é uma tecnologia de ponta que vem nos dizer, resumidamente, que podemos até mesmo não materializar a herança genética adquirida. De acordo com o Ph.D Marcelo Fantappié, professor e pesquisador do Laboratório de Helmintologia e Entomologia Molecular do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, existem evidências científicas mostrando que hábitos da vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento de seus genes.

Mas como?

Isso ainda é um mistério profundo, mas vale analisar a preciosa descoberta destes gênios da humanidade. Você pode deixar a herança genética quietinha sem ser ativada, se determinar fazer escolhas diferentes dentro de seus arquivos familiares. Por exemplo, se meu pai tinha hipertensão e fumava, ou bebia muito, e ainda levava uma vida muito desregrada, preocupada, agitada e vivia tenso, sem saber relaxar ou dialogar, e eu fizer as mesmas coisas, estarei dando voz a esta herança e ela se manifestará, pois estou na sintonia exata desta problemática. Mas se, ao observar isso, decido mudar meus comportamentos, aprendendo a relaxar, dialogar, cuidando também da alimentação, não fumando e nem bebendo bebidas alcoólicas diariamente e em demasia, esta herança genética não se manifestará. Não terá terreno propício para isto.

É muito importante observar o comportamento dos familiares, para aprender o que devo e o que não devo fazer. O que devo modelar e preservar, o que é bom e construtivo. E o que devo reciclar, renovar… evoluir.

E a partir destas observações vamos fazendo novas escolhas.

Muitos dizem ou podem estar pensando: “Impossível. Complicado. Como vou aplicar isto no meu dia a dia?”

Aqui apresentarei para você a aplicabilidade desta Fórmula.

A pesquisa do neurocientista  Stephen Covey ilumina nossa reflexão: o Princípio da Atitude Resiliente e Pró-ativa. O princípio 10×90.

– Como funciona? Aqui vai um belo exemplo.

10% do que lhe acontece no dia a dia, você não tem o controle. Ex. O trânsito engarrafado, falta de energia elétrica no bairro, o sinal que fica vermelho, a chuva no feriado… mas, os 90% restantes, estão em suas mãos.

– Como?

É o jeito como reagimos àquilo que nos aconteceu. A reação está em nosso total controle. É quando podemos usar o mais novo cérebro descoberto: o Pré-frontal e praticar  a Liberdade de escolhas, o livre arbítrio.

O que você faz quando o trânsito engarrafa? Xinga, discute, buzina, gerando uma taquicardia e ansiedade?

Esta é a reação específica do cérebro primitivo, instintivo (agindo no piloto automático).

Ou quando você está diante de um trânsito engarrafado, você aproveita para ouvir uma música, cantar, relaxar, observando o céu, meditando… isto sim é uma resposta mais resiliente e inovadora.

Agir consciente e não reagir automaticamente

Tenho uma aluna, a Ana, que relatou que antigamente vivia se estressando no trânsito e depois de aprender tudo isto, ela aproveitou todo o trânsito que tinha na ida e volta do trabalho para fazer um curso completo de Inglês em áudio.

Comecei a agradecer o trânsito, pois é a hora que tenho para fazer muitas coisas que eu não consigo fazer em casa – disse a aluna.

Esta é uma mente resiliente.

Quando chove no final de semana ou no feriado, qual é a sua atitude? Reclama, fica emburrado, diz que será horrível? Ou aproveita para curtir as pessoas, assistir um filme, ler um bom livro, descansar mais?

Pois é, dependendo de como reajo aos acontecimentos terei estresse, gerando tensões nas minhas relações e até mesmo doenças em mim mesmo. Mas dependendo de como escolho reagir, posso me tornar criativo, pró-ativo, sendo um ótimo exemplo educativo para os que me cercam.

Isto sim é ação resiliente.

Portanto, a Fórmula da Felicidade nos mostra que somos os donos de nossa vida. Assim, teremos mais flashs de felicidade.

Felicidade não quer dizer que devo rir como uma hiena diariamente. Felicidade autêntica é a serenidade interior alcançada independente do que nos acontece.

Na infância, muitos escolhem por nós. Mas na idade adulta é a nossa vez. Lembre-se de que as pessoas, direta ou indiretamente, também estão lhe observando, estão aprendendo com você, e esses podem ser aprendizados positivos ou negativos.

A pergunta é: como eu quero impactar o meu mundo interno, a minha saúde e como quero impactar o mundo ao meu redor?

Use seus 40% com sabedoria e na prática real perceberá que não serão apenas 40% mas sim 90% que estarão em suas mãos… e a sua vida fluirá com mais harmonia. O rumo da vida terá outra direção: muito mais generosa, pacífica, saudável, amorosa e feliz.

Vamos em frente!

Invente… faça diferente! Seja mais feliz e consciente!

Frase de impacto: Em vez de reagir, ajo com consciência, fazendo as melhores escolhas a cada momento.

Gratidão e um grande abraço.

Namastê!

 

Vania Lucia Slaviero

Vania Lucia Slaviero é Trainer em Programação Neurolinguística Sistêmica, Pedagoga, Especialista em Antroposofia, Neuroaprendizagem, Yoga Terapia, Consciência Psicocorporal e Qualidade de Vida Integral. Presidente do Instituto Educacional De Bem com a Vida.

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