Revista Mandala

Geometria sagrada e natureza: as mandalas de Carol Assumpção

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A relação entre geometria e natureza tem sido inspiração para artistas, filósofos e matemáticos desde a Antiguidade, quando Tales de Mileto propôs a união entre divindade e cálculo pela primeira vez. Seu seguidor, Aristóteles, foi porta-voz de todas as suas teorias sobre a unidade motora do universo, dentre elas a que defende a relação primordial entre os padrões naturais e os padrões humanos.

Pois é a partir dessa mesma percepção que Carol Assumpção desenvolve todo o seu trabalho de arte: mesclando formas geométricas, cores selecionadas e suas habilidade de criação, intuição e observação, a designer brasileira constrói incríveis mandalas personalizadas. “Sempre gostei de mexer com o sentimento das pessoas através do meu traço e com o auxílio das cores”, ela conta.

Carol mora no litoral paulistano e desenvolve sua arte sem a pressão das grandes cidades. Foto: arquivo pessoal.
Carol mora no litoral paulistano e desenvolve sua arte sem a pressão das grandes cidades. Foto: arquivo pessoal.

Carol produz sob encomenda e garante que cada trabalho desenvolvido por ela traz um pouco da essência do cliente. “Faço uma entrevista e um teste de chakras com todos os clientes antes de começar o desenho. Com essas informações, chego às cores, formas e números que conectam cada um ao seu ser e às cores que poderão ajudar a ativar o chakras de cada um“, Carol relata. “Sendo assim, elas (as mandalas) se transformam em uma imagem meditativa e em cura subliminar”.

Atualmente morando em São Sebastião, litoral de São Paulo, Carol foi criada em uma casa cheia de artistas e sempre recebeu incentivo para se expressar por meio da arte. Na escola, fascinou-se pela geometria e sua relação com muitas outras áreas da vivência humana, tais quais astronomia, agricultura, arquitetura e engenharia. “Aprendi o quanto tudo estava conectado e relacionado, a partir dali compreendi muita coisa”.

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Mas por que mandalas? 

Carol, que é reikiana e compreende a capacidade de transformação da cromoterapia, acredita que a mandala é um símbolo universal, um desenho que se faz entendível em qualquer lugar, para qualquer pessoa. “Elas (as mandalas) estão espalhadas pelo mundo todo em diferentes versões, de acordo com a cultura e as crenças de cada região. A mandala é um campo de força, no qual as formas, a estrutura numérica e as cores possuem poderes vibracionais atuantes“, ela afirma. “Quando fazemos contato visual com uma mandala, nossa energia se altera, se modifica, e é sempre muito positiva”.

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Rodeada por mata atlântica e inspirada pela natureza e pela música, Carol demonstra que se sente plenamente realizada e feliz com a arte que cria. Seu ateliê, no bairro Maresias, em São Sebastião, é aberto a visitas, e sua rotina é o que ela chama de uma bagunça que a faz se sentir livre, visto que a pressão de horários e compromissos nunca fez sentido para ela. “Eu vim para esse mundão para ser assim. Minha vida é simples, minha casa é simples, minha comida é simples. E a cada dia eu sinto que aquela garotinha que se sentia enorme só cresce”, ela conta. E conclui: “Viemos para crescer e evoluir”.

Confira mais do trabalho de Carol em seu site e em sua página no Facebook, Divina Mandala.

Todas as imagens desse artigo foram retiradas do arquivo online de Carol ou cedidas por ela de seu arquivo pessoal.

Edmar Borges

Um latino-americano sem dinheiro no banco nem parentes importantes, graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto e vindo do interior de Minas Gerais. Você também me encontra no Obvious Lounge e no Medium Brasil.

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