Revista Mandala

O que fazer para aprender a ser feliz? A ciência da felicidade na visão de Susan Andrews

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“Pessoas jovens não são mais felizes que as mais velhas; pessoas ricas não são mais felizes que as pobres; pessoas bonitas não são mais felizes que as menos atraentes”, disse com voz doce a psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, Susan Andrews, ao falar para centenas de participantes do I Congresso Internacional de Felicidade, nesta manhã de domingo, na Ópera de Arame, em Curitiba-PR. Doutora em Psicologia Transpessoal pela Universidade de Greenwich, nos Estados Unidos, ela iniciou sua palestra ilustrando duas histórias e perguntou à plateia qual personagem era mais feliz: o jovem belo e rico ou a mulher com uma vida social ativa? Após o burburinho na plateia, apresentou uma série de dados sobre felicidade e enfatizou:

Felicidade e beleza vêm do interior

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Segundo as pesquisas que apresentou, as pessoas providas de beleza e recursos materiais não são necessariamente mais felizes se têm poucos laços sociais. Ao falar de solidão e depressão, a autora explicou que a ocitocina, conhecida como hormônio da felicidade, é o hormônio da conexão. Ela ainda o correlaciona à amígdala, localizada no córtex pré-frontal do cérebro, tem um papel importante no comportamento emocional e é um “alerta vermelho” em relação à felicidade, pois ela responde mais rapidamente aos estímulos negativos. Porém, a escritora explicou que essa tendência às respostas negativas é uma herança dos antepassados e que não devemos nos cobrar por isso, basta ter compaixão por nós mesmos.

I Congresso Internacional de Felicidade
Público levantou das cadeiras e se movimentou para uma atividade de conexão entre os participantes (Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)
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Atividade proposta pela psicóloga Susan Andrews (Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)

A fórmula da felicidade

Quando um casal briga, a amígdala registra esse momento de tensão e não esquece mais, por isso que qualquer estímulo negativo desencadeia uma série de reações emocionais e físicas densas. Susan disse que uma maneira de a amígdala esquecer uma situação ruim é fazer cinco coisas boas e explicou que é possível treiná-la para a felicidade. Mas como fazer isso?

Segundo a antropóloga, a meditação é uma ferramenta de extrema importância no equilíbrio emocional, portanto, no treino para a felicidade. “Quem medita tem menos estresse, menos depressão e menos ansiedade”, destacou e contou que, ao meditar, ativamos o chacra pré-frontal, na região da testa, que está relacionado à amígdala e que comanda os chacras ao redor e torna a mente equilibrada. Susan finalizou a palestra dizendo que os seres humanos estão sempre contando histórias sobre si mesmos e que uma parte do cérebro fica interpretando tudo o que acontece e criando uma história coerente, então perguntou ao público: “Que história estou contando a mim mesmo?”

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Plateia em momento de meditação (Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)
Meditação guiada
Susan Andrews encerrou sua participação com uma meditação guiada e emocionou o público (Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)
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(Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)
Susan Andrews
Susan Andrews é autora de livros como “A ciência da Felicidade” e “O stress a seu favor” (Foto: Maiana Antunes/Revista Mandala)

Maiana Antunes

Fundadora, jornalista e editora da Revista Mandala.

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