Revista Mandala

Yoga, ayurveda, meditação e arteterapia agora podem ser oferecidos gratuitamente pelo SUS

No total, são 14 novas terapias alternativas incluídas na PNPIC, dentre elas reiki, quiropraxia, biodança e naturopatia.

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Não é de hoje que práticas medicinais alternativas, em especial oriundas da cultura ancestral do Oriente, têm sido entrelaçadas com os tratamentos médicos convencionais. Além da medicina integrativa, sobre a qual já falamos aqui, outros novos olhares surgem para o corpo e para a mente quando unimos diferentes conhecimentos.

Por isso, a notícia de que o Ministério da Saúde incluiu na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) práticas como yoga, meditação, artereapia e ayurveda é tão boa. Por meio de uma portaria publicada no mês passado no Diário Oficial da União, foram incluídas no total 14 novas terapias para tratamentos alternativos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre elas, além das já mencionadas, estão também biodança, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia e reiki.

A arteterapia também foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

Para Max Reis, terapeuta holístico que trabalha com o Ayurveda há 18 anos, o caminho da cura é mais frutífero quando une as medicinas naturais e a convencional. “Hoje, com a minha experiência, não vejo como tratar eficientemente algumas doenças como o câncer sem essa união”, ele afirma. “Você bombardeia o tumor através da quimioterapia ou da radioterapia e, ao mesmo tempo, vai reorganizando o organismo de forma natural, mantendo a imunidade do paciente e ajudando o organismo a liberar as toxinas e regenerar os tecidos”.

Com formação em Ayurveda por várias instituições, como a brasileira Yoga Brahma Vidyalaya School e a indiana International Academy of Ayurved, Max Reis conta que o convívio entre essas duas práticas (medicina oriental e ocidental) possibilita que as pessoas deixem de ser tratadas apenas por suas doenças, mas também pelos desequilíbrios que elas geram.

No total, são mais de 5 mil estabelecimentos de saúde pública que passam a oferecer os serviços de acordo com a previsão da PNPIC. No entanto, são os governos municipais que decidem sobre incluir ou não os tratamentos alternativos em suas ações locais, isso porque há dependência de verbas voltadas para esta inclusão e também da demanda da população da cidade.

Edmar Borges

Jornalista latino-americano sem dinheiro no banco nem parentes importantes, ilustrador vindo do interior de Minas Gerais. Acredita que um dia a tecnologia e a espiritualidade vão ter uma linda prole. Você também me encontra em omxxnamashivaya.tumblr.com

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